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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Eis, para quem não conhece, um pequeno resumo de toda a intensa paixão entre D. Pedro e Inês de Castro.


Em meados do século XIV, os príncipes não tinham poder de escolher a sua futura mulher, sendo esta decisão tomada pelo rei. D. Pedro não fugiu à regra e rapidamente comprometeu-se com Constança Manuel, filha de D. João Manuel de Castela, tutor de Afonso IV. Ao partir para Portugal, com o objectivo de conhecer o seu actual marido, D. Constança traz na sua 'bagagem', Inês de Castro, um bela e fogosa aia que mais tarde irá captar o desejo de D. Pedro.

Esta secreta paixão foi crescendo ao longo do tempo, mas como todas as paixões proibidas, não foi bem aceite pelo povo, pela corte e, pelo rei, que não só tinha medo da influência dos irmãos de Inês sobre o seu filho, como também por motivos diplomáticos com João Manuel de Castela, pai de Constança. Então, em 1344, o rei mandou exilar Inês no Castelo de Albuquerque, na fronteira castelhana. Mas apesar da distância, o amor foi mais forte, e Pedro manteu sempre o contacto com Inês.

Ao dar à luz o futuro rei de Portugal, D. Fernando, Constança morreu. Alguns dizem que foi o desgosto do adultério que a matou, outros dizem que foram complicações no parto. Nesse mesmo ano, Pedro mandou Inês regressar do exílio e ambos foram viver em sua casa, para óbvio desgosto de D. Afonso IV. E, anos mais tarde, D. Pedro casou-se secretamente com Inês. Desse amor resultaram quatro filhos, Afonso (que morreu pouco depois de nascer), João, Dinis e Beatriz.

Sem mais alternativas, o rei D. Afonso IV, cedendo às pressões dos seus conselheiros e do povo e aproveitando a ausência de D. Pedro, mandou Pêro Coelho, Álvaro Gonçalves e Pedro Lopes Pacheco matar Inês em Santa Clara.

Os assassinos foram apanhados e executados por Pedro, que segundo a lenda, mandou arrancar os seus corações pelo peito. Mas Diogo Lopes Pacheco conseguiu escapar para a França e posteriormente seria perdoado pelo rei no seu leito de morte.

Inês de Castro, apesar de morta, foi coroada rainha, numa cerimónia mórbida onde a povoação teria de beijar a mão fria da rainha. D. Pedro mandou construir dois túmulos, o seu e o de Inês de Castro, no mosteiro de Alcobaça, para onde transladou o corpo da sua amada. Juntar-se-ia a ela em 1367 e os restos de ambos jazem juntos até hoje, frente a frente, para que, segundo a lenda «possam olhar-se nos olhos quando despertarem no dia do juízo final».