segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Os mais belos versos a Inês
Dos teus anos colhendo doce fruito,
Naquele engano da alma, ledo e cego,
Que a fortuna não deixa durar muito,
Nos saudosos campos do Mondego,
De teus formosos olhos nunca enxuito,
Aos montes ensinando e às ervinhas,
O nome que no peito escrito tinhas.
(Os Lusíadas, Canto 120 - Luís de Camões)
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Em meados do século XIV, os príncipes não tinham poder de escolher a sua futura mulher, sendo esta decisão tomada pelo rei. D. Pedro não fugiu à regra e rapidamente comprometeu-se com Constança Manuel, filha de D. João Manuel de Castela, tutor de Afonso IV. Ao partir para Portugal, com o objectivo de conhecer o seu actual marido, D. Constança traz na sua 'bagagem', Inês de Castro, um bela e fogosa aia que mais tarde irá captar o desejo de D. Pedro.
Esta secreta paixão foi crescendo ao longo do tempo, mas como todas as paixões proibidas, não foi bem aceite pelo povo, pela corte e, pelo rei, que não só tinha medo da influência dos irmãos de Inês sobre o seu filho, como também por motivos diplomáticos com João Manuel de Castela, pai de Constança. Então, em 1344, o rei mandou exilar Inês no Castelo de Albuquerque, na fronteira castelhana. Mas apesar da distância, o amor foi mais forte, e Pedro manteu sempre o contacto com Inês.
Ao dar à luz o futuro rei de Portugal, D. Fernando, Constança morreu. Alguns dizem que foi o desgosto do adultério que a matou, outros dizem que foram complicações no parto. Nesse mesmo ano, Pedro mandou Inês regressar do exílio e ambos foram viver em sua casa, para óbvio desgosto de D. Afonso IV. E, anos mais tarde, D. Pedro casou-se secretamente com Inês. Desse amor resultaram quatro filhos, Afonso (que morreu pouco depois de nascer), João, Dinis e Beatriz.
Sem mais alternativas, o rei D. Afonso IV, cedendo às pressões dos seus conselheiros e do povo e aproveitando a ausência de D. Pedro, mandou Pêro Coelho, Álvaro Gonçalves e Pedro Lopes Pacheco matar Inês em Santa Clara.
Os assassinos foram apanhados e executados por Pedro, que segundo a lenda, mandou arrancar os seus corações pelo peito. Mas Diogo Lopes Pacheco conseguiu escapar para a França e posteriormente seria perdoado pelo rei no seu leito de morte.
Inês de Castro, apesar de morta, foi coroada rainha, numa cerimónia mórbida onde a povoação teria de beijar a mão fria da rainha. D. Pedro mandou construir dois túmulos, o seu e o de Inês de Castro, no mosteiro de Alcobaça, para onde transladou o corpo da sua amada. Juntar-se-ia a ela em 1367 e os restos de ambos jazem juntos até hoje, frente a frente, para que, segundo a lenda «possam olhar-se nos olhos quando despertarem no dia do juízo final».
Apresentação
Inês de Castro
Inês, nascida em 1320 ou 1325 sob o nome de Inês Pires de Castro, na Galiza. Era filha de Pedro Fernandes de Castro, mordomo-mor de D. Afonso IV e também um dos fidalgos mais poderosos do reino de Castela, pois era neto, por via ilegítima, de Sancho IV de Castela.
Esta figura tornou-se conhecida nacional e internacionalmente pelo seu romance com D. Pedro I, filho de D. Afonso IV, rei de Portugal.
Na fria manhã de 7 de Janeiro de 1355, o executor régio do pai de Pedro, aproveitando a ausência do Infante para as suas habituais caçadas, decapitou a bela Inês. Mas Pedro, ao saber da notícia, jurou vingança, e mesmo depois de morta, Inês foi coroada rainha.
D. Pedro I
D. Pedro, quarto filho de D. Afonso IV e de Beatriz e Castela, nasceu a 1320.
Após vários insucessos matrimoniais, Pedro casou-se com Constança Manuel, filha de um fidalgo castelhano que, ao vir para Portugal, trouxe consigo Inês de Castro.
D. Pedro foi o oitavo rei de Portugal. Durante o seu reinado evitou guerras; logrando aumentar o tesouro. Cunhou ouro e prata e exerceu uma justiça exemplar, sem discriminações, julgando de igual modo nobres e plebeus.
A 18 de Janeiro de 1367 falece, em Estremoz.
Constança Manuel
Constança Manuel, nascida em 1318 foi uma nobre castelhana, foi esposa de D.Pedro e mãe de D. Fernando de Portugal. Seu pai era o infante D. João Manuel de Castela, príncipe de Vilhena e Escalona e tutor de Afonso XI de Castela.
Em 1336, Constança casou com Pedro. Esta cerimónia foi realizada sem a presença fisica de Constança, que estava impedida de sair de Castela devido ao descontentamente do rei de Castela perante o noivado. Mais tarde, em 1339, D. Constança partiu para Portugal a fim de encontrar o seu marido, e trouxe consigo Inês de Castro, uma das suas mais belas aias.
Em 1345, a jovem Constança faleceu, de desgosto com a traição do marido, segundo o imaginário popular. Tinha dado à luz o infante Fernando de Portugal a 31 de Outubro, pelo que se pode pensar em complicações pós-parto. Não chegou a ver o seu filho subir ao trono português.
O nosso grupo é constituido pelos alunos Ana Sofia Cabica, Inês Garcia e Gonçalo Freire. Com o apoio da nossa professora de Língua Portuguesa, a professora Dinora Ferreira, esperamos alcançar os nossos objectivos.
Neste pequeno blog, iremos publicar tudo o que consideramos estar relacionado com este inspirador romance ( quantos suspiros já nos arrancou ), como músicas, poemas, bailados, filmes, livros e até algumas curiosidades.
Esperemos que gostem.
